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Ketleyn e Bruninho tornam-se porta-bandeira e mestre-sala na abertura das Olimpíadas

A dupla mostrou irreverência ao transformar o Estádio Olímpico de Tóquio em "avenida" para desfilar com a bandeira brasileira
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Bruninho e Ketleyn sambaram na

Bruninho e Ketleyn sambaram na "avenida" do estádio olímpico Foto: André Durão

Para o Brasil, o auge da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio aconteceu mais de duas horas depois do início da cerimônia. Os atletas Bruninho e Ketleyn representaram o país de um jeito muito brasileiro: como porta-bandeira e mestre-sala.

A dupla mostrou irreverência ao transformar o Estádio Olímpico de Tóquio em "avenida" para desfilar com a bandeira brasileira. Os dois até arriscaram um gingado e levaram o samba ao outro lado do mundo.

Por conta dos protocolos para a Covid-19, o Time Brasil optou por entrar com apenas quatro representantes: dois atletas e dois integrantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Antes, ainda na fila para desfilar no estádio, os dois participaram da transmissão da TV Globo. Ambos valorizaram a honra não só de representar os colegas de modalidade, nem mesmo os 303 atletas classificados para Tóquio, mas o esporte nacional como um todo.

- Felicidade muito grande representar cada um dos envolvidos. Finalmente esse dia chegou. É uma honra muito grande representar todos os que contribuíram para o judô ser o que é. É uma conquista do esporte brasileiro, e enfrentamos muitas dificuldades. É muito bom estar aqui, agora, para representar a construção dessa jornada - disse a judoca.

- Não dá nem para explicar esse momento. Está chegando a nossa vez e queremos representar todo o nosso povo que está torcendo pela gente. A maior honra de qualquer atleta. Estou representando toda a geração do vôlei, o nosso Time Brasil, todos os brasileiros. É uma honra representar a equipe e ainda mais carregar a bandeira - completou o capitão da seleção.

Ao todo, vinte atletas já foram porta-bandeira do Brasil nas Olimpíadas desde a Antuérpia 1920. A novidade desse ano é a presença de dois representantes, uma mulher e um homem, pedido feito pelo Comitê Olímpico Internacional. Durante décadas, apenas homens foram escolhidos. O Brasil demorou oitenta anos para ter uma mulher como porta-bandeira. A primeira foi só em 2000 nos Jogos de Sydney com Sandra Pires, campeã olímpica no vôlei de praia em 1996.

É preciso ir além das conquistas para ser o representante do país em uma abertura de Jogos. Mas os dois têm currículo para mostrar nas Olimpíadas. Ketleyn ganhou o bronze em Pequim, 2008, ao se tornar a primeira mulher a conseguir uma medalha individual. Já Bruninho chega ao Japão para defender o título do vôlei masculino conquistado no Rio, em 2016.

Fonte: G1 - Olímpiadas - GE

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